Tuesday, November 07, 2006


Você acredita que existam outros mundos além deste em que vivemos? Fantasia ou realidade, o tema ganhou espaço numa discussão protagonizada por bonecos, em “Estação-Terra”. Em alguma parte do planeta Terra, havia uma floresta habitada por fadas e duendes, além da aparição de naves espaciais, e outros seres estranhos aos nossos olhos.





























Com a chegada do homem, ficou cada vez mais difícil mantê-la limpa e organizada, devido ao lixo e objetos usados, abandonados por quem passava. Com tantos transtornos, os habitantes da floresta foram perdendo seus costumes, e obrigados a procurar outra floresta para cuidar, onde jamais seriam perturbados pelo homem. A floresta, já conhecida como “Floresta de Duendes”, foi com o tempo, devastada pelo poder das serras-elétricas, de um homem rico e famoso no meio político, o “Sr. Entulhos”, e no lugar dela, é construído o “Pombal’s Club”, um retrato fiel dos conjuntos habitacionais do futuro. Os seres da floresta tentam recuperar a floresta contando com a ajuda de seres alienígenas, e com personagens “do bem”, como, “Armstrong”, o mendigo, e seu amigo o “Saxofonista”… E, veja o que acontece no final…

Estação-Terra é um roteiro próprio para animação de marionetes, que tem como tema o imaginário mundo dos extra-terrestres misturado à realidade atual. É dividido em quadros estanques, fazendo lembrar os desenhos animados, e as histórias em quadrinhos. É o segundo criado por Alexandre Pring, para dar seguimento ao espetáculo “Floresta de Duendes”, destinados ao público infanti. Em ambos, o autor aborda histórias de seres encantados, mas, fala também sobre a importância da preservação ambiental, em uma linguagem acessível às crianças. A história se passa num futuro não muito distante, traduzido no palco por luzes, fumaça e efeitos visuais. A trilha sonora é original, e acompanha o espetáculo do início ao fim como uma marcação feita através de músicas e ruídos sonoros. São utilizadas várias pequenas lâmpadas, espalhadas pelos cenários, bonecos e adereços. Em Estação-Terra, Pring preferiu usar técnicas de manipulação de marionetes inspiradas na “Bunraku” (técnica de manipulação direta originária do Japão), e técnicas do “Teatro Negro”, ou “Gabinete Negro” (atores inteiramente vestidos de preto, manipulam bonecos no palco escondidos por uma cortina de luz), e o “Teatro de Sombras”, que é utilizado para as mudanças dimensionais dos personagens, através de uma tela de sombras escondida na parte inferior do cenário.








Este espetáculo, e todo o seu material cênico, encontra-se no Rio de Janeiro à espera de patrocínio para ser transportado à Europa.
Ficha Técnica
ROTEIRO, DIREÇÃO E DIREÇÃO DE ARTE
Alexandre Pring
DESENHO GRÁFICO
Bruno Porto
Ilustração
Guilherme Secchin
CONFECÇÃO-FIGURINOS
Mauro César Cunha

ILUMINAÇÃO
Aurélio Di Simoni / Cláudio Martani

TRILHA SONORA
Alexandre Pring

MÚSICO
Mário Seve (sax)

COMPOSIÇÕES E EDIÇÃO
Gui Tavares
ELENCO
(atores que já passaram pelo espetáculo)

Alexandre Pring / Bia Braga / Geraldo Madeira / Jorge Elias / José Alexandre / Marcello Antony / Paulo Leão / Tarcísio Ribeiro

FOTOS
Eugênio

PRODUÇÃO EXECUTIVA
Cláudia Marques / Leila Abrahão
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Bia Casotti / Alexandre Pring

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